Cidade e literatura. Cuando Sara Chura despierte de Juan Pablo Piñeiro

Autores

  • María José Daona

DOI:

https://doi.org/10.34096/zama.a12.n12.9615

Palavras-chave:

espaço, cidade, Bolivia

Resumo

O presente artigo faz parte de uma pesquisa maior em torno do conceito de cidade na Bolivia do século XXI. Eu proponho que a literatura boliviana expõe as tensões existentes entre as diferentes culturas que convivem e se sobrepõem na cidade de La Paz. Os novos imaginários urbanos imprimem significados diferentes ao espaço e exploram os modos de convivência entre o ocidental e o andino. Os personagens dos textos são transeuntes que, nos seus passos, dão sentidos diferentes para a “cidade física” e dão conta da existencia de un “discurso oculto” (Scott, 2000: 28) que revela os mecanismos de insubordinação dos sujeitos oprimidos nas estruturas de poder.

Nestas páginas vou analisar a novela Cuando Sara Chura despierte (2004) de Juan Pablo Piñeiro. No texto a cidade aparece como uma casa assombrada. O espaço é concebido como um tecido infinito de vozes que se cruzam e mundos subterrâneos que permaneceram invisibilizados pela razão ocidental. O decorrer dos personagens pelos interstícios das ruas e pelos espaços íntimos funciona como um mecanismo que evita o controle e a vigilância da cultura dominante e implica a possibilidade de suturar a ferida colonial.

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Publicado

2020-11-30

Edição

Seção

Dossier. Espacio Andino

Como Citar

Cidade e literatura. Cuando Sara Chura despierte de Juan Pablo Piñeiro. (2020). Zama, 12(12), 61-70. https://doi.org/10.34096/zama.a12.n12.9615