Antonio Di Benedetto:”Eu estou fora”.

Exílio, desertificação e a autobiografia impossível

Autores

  • Liliana Reales

DOI:

https://doi.org/10.34096/zama.a.n14.12353

Palavras-chave:

Antonio Di Benedetto; exílio; desertificação; otobiografia.

Resumo

A obra ficcional de Antonio Di Benedetto mobiliza uma reflexão em torno ao conceito de exílio, tema quase constante na sua literatura, capaz de ter disposto e definido uma certa sintaxe muito marcada por elipse, uma inovadora montagem do significante, uma retórica cujos efeitos alguns de seus críticos chamam estranhamento e “desumanização”, ao que eu acrescento desertificação da escrita até hasta una obsessiva busca pelo silêncio. O artigo propõe ler os escritos do exílio do autor com o apoio teórico que aporta o conceito de otobiografia de Jacques Derrida e seguir os aportes críticos de Josefina Ludmer para ler Sombras, nada más... como uma transição entre a literatura densa, a literatura como projeto estético e como obra (com suas marcas de autor, de estilo, de reflexão específica sobre o mundo e sobre a própria literatura - autorreflexão e autorreferencialidad – o narrador representado como o escritor de aquilo que lemos etc.) e certos aspectos e recursos de outra modalidade como as chamadas “literaturas posautónomas”.

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Publicado

2022-12-18

Edição

Seção

Dossier: Ensayos críticos

Como Citar

Antonio Di Benedetto:”Eu estou fora”. : Exílio, desertificação e a autobiografia impossível . (2022). Zama, 14. https://doi.org/10.34096/zama.a.n14.12353