Zama, as luzes, o nada.
DOI:
https://doi.org/10.34096/zama.a.n14.12351Palavras-chave:
Arte, nada, inconsciente óptico.Resumo
Di Benedetto escreveu uma série de crônicas sobre arte e artistas, nos anos 1980, que nos obrigam a reler Zama. Fica claro, então, que toda imagem está separada de seu fundo, uma totalidade distinta que rompe a continuidade da vida em geral. Exerce, especificamente, uma força que provém da relação entre a imagem distinta ou destacada e o contexto invisível que cerca sua ausência. A imagem não só simboliza ou representa algo; apresenta, literalmente, a dessemelhança que permite a similitude. A arte é imagem em sua forma mais pura, já que não é outra coisa que a exibição de sua falta de fundamento.