Dois espaços discursivos da Guerra dos Três Anos

Autores

  • Leonardo Martínez Carrizales
  • Esther Martínez Luna

DOI:

https://doi.org/10.34096/zama.a13.n13.10809

Palavras-chave:

Emilio Rabasa, romance realista, liberalismo

Resumo

Este artigo aborda o romance A Guerra dos Três Anos, de Emilio Rabasa, que não foi apenas um notável romancista, mas também servidor público e jurista que participou da elaboração de documentos de direito constitucional no México. A Guerra dos Três Anos corresponde ao discurso jurídico dos liberais e foi publicada pela primeira vez no jornal El Universal em 1891 sob a direção de Rafael Reyes Spíndola, personagem intimamente ligado ao regime de Porfirio Díaz.

O objetivo do artigo é contrastar o espaço discursivo original do romance (típico de um jornal liberal engajado nas lutas ideológicas do Porfiriato tardio) com o espaço correspondente à segunda edição produzida em 1931 pelo editorial Cvltura, cujo prefácio foi de Victoriano Salado Álvarez. Esta segunda edição tornou-se o testemunho textual de referência para a historiografia literária mexicana. A consagração editorial desse testemunho, entretanto, negligenciou as operações de sentido que estão implícitas na incorporação da obra de um escritor liberal do século XIX no auge da virada populista do México revolucionário, transformando as mais preciosas convicções do liberalismo na década de 1930. O foco de nosso estudo está neste último aspecto.

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Publicado

2021-11-30

Edição

Seção

Dossier. Del texto al libro: escenas de edición en México (siglos XVII-XX)

Como Citar

Dois espaços discursivos da Guerra dos Três Anos. (2021). Zama, 13(13), 151-167. https://doi.org/10.34096/zama.a13.n13.10809