Um céu de imanência: poemas de estação de Juan L. Ortiz

Autores

  • Silvio Mattoni Universidad Nacional de Córdoba/CONICET

DOI:

https://doi.org/10.34096/zama.a.n14.10392

Palavras-chave:

poesia, Juan L. Ortiz, temporalidade, imanência, escansão

Resumo

Este artigo procura realizar uma leitura imanente de alguns dos últimos poemas publicados de Juan L. Ortiz, que se relacionam com a questão do tempo. Em certos casos, as datas dão essa indicação temporária; em outro, é interpelada a uma estação do ano. Os poemas dedicam-se pois a uma observação da paisagem em determinadas circunstâncias temporais, que nos testemunhos do poeta adquirem alcances filosóficos sobre a função especulativa da poesia como gênero. Em nossa leitura, a imagem do tempo, entre a fluidez e o descontínuo, se relaciona com o ritmo, com as rupturas de unidades métricas e sintáticas na última escrita de Ortiz, de modo que à interpretação filosófica dos poemas acrescentamos uma análise de alguns traços formais, desde que a imagem do tempo seria neles também uma escansão.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2022-12-18

Edição

Seção

Poesía argentina

Como Citar

Um céu de imanência: poemas de estação de Juan L. Ortiz. (2022). Zama, 14. https://doi.org/10.34096/zama.a.n14.10392