Apostilas: El mono en el remolino, de Selva Almada e Diarios del Capitán Hipólito Parrilla, de Rafael Spregelburd

Autores

  • Luz Rodríguez Carranza

DOI:

https://doi.org/10.34096/zama.a.n14.12356

Palavras-chave:

marginalidade; subjetividades; Zama; almada; Spregelburd.

Resumo

O tópico da marginalidade acompanhou a recepção de Zama (1956) a partir do prólogo escrito por Juan José Saer para uma edição de 1973, e foi retomado novamente pela crítica do filme de Lucrecia Martel (2017). Para Beatriz Sarlo (2015), Saer fala de si mesmo nesse prólogo e não de Di Benedetto: sua marginalização é uma atitude subjetiva. Em dois pequenos livros que seus autores apresentam explicitamente como contíguos à rodagem, Selva Almada e Rafael Spregelburd distinguem, por sua vez, subjetivações imperceptíveis, que não estão no foco das câmaras, mas nas zonas marginais do filme de Martel. Estas lutas abordam a existência de maneira muito diferente da espera ou do fracasso dos autores ou de Don Diego de Zama. São as situações dolorosas de figurantes que não são atores e têm que emprestar seus corpos (Almada, 2017) e da consciência de um personagem tragicômico que não sabe nem que é secundário —e desaparecerá praticamente na montagem definitiva— nem que necessita de um corpo para sobreviver (Spregelburd, 2018).

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Publicado

2022-12-19

Edição

Seção

Dossier: Ensayos críticos

Como Citar

Apostilas: El mono en el remolino, de Selva Almada e Diarios del Capitán Hipólito Parrilla, de Rafael Spregelburd. (2022). Zama, 14. https://doi.org/10.34096/zama.a.n14.12356