El tango en el nacionalismo musical de Alberto Williams

Autores

  • Adriana Valeria Cerletti

DOI:

https://doi.org/10.34096/zama.a7.n7.2199

Palavras-chave:

nacionalismo musical, Alberto Williams, tango

Resumo

Durante as décadas próximas ao Centenário, quando o impulso para a construção de uma modernidade autóctone procede quase hegemônico, e o tango é começado a ser percebido portas afora como um signo de identidade argentina, o nacionalismo musical oferece, portas adentro, uma teimosa resistência. 

O artigo estuda as intrincadas redes sobre as que produz-se o processo de seleção do material musical a estilizar na música acadêmica nacionalista de Alberto Williams, interrogando-se sobre os usos e os recortes do folclore; ao mesmo tempo, intenta rastrear as razões pelas que o tango parece excluído da operação de estilização, cotejando posições que a história oficial não parece refletir.

A paradoxal inclusão de elementos americanistas (contemporânea à recusa do elemento local rioplatense) apresenta com eloqüência os engrenagens de uma construção identitária baseada exclusivamente numa alteridade européia. Assim também os sentidos construídos pelos diversos discursos elaborados em contraponto entre literatura e música no imaginário da geração dos 80,  e as operações de legitimação e montagem postas em jogo, parecem deixar uma impressão indelével sobre a funcionalidade sócio-política de essa confluência.

Finalmente, a dicotomia campo-cidade, tão presente nas opções que apostam com decisão ao gaucho do rancho abandonado como tom do lamento, poderiam encontrar na milonga um lugar de convergência que resolva pacificamente a clássica antinomia.

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Edição

Seção

Dossier. Tango: interpretación, autoría y escucha

Como Citar

El tango en el nacionalismo musical de Alberto Williams. (2016). Zama, 7(7), 191-200. https://doi.org/10.34096/zama.a7.n7.2199