Línguas na marquise: análise da paisagem lingüística dos bairros da cidade de Buenos Aires
DOI:
https://doi.org/10.34096/sys.n35.6937Palavras-chave:
paisagem lingüística, legislação, Cidade Autônoma de Buenos Aires, imigração, turismoResumo
A Cidade Autônoma de Buenos Aires tem recebido várias ondas de imigração, que delinearam seu espaço de uma maneira única. Atualmente, o produto da superdiversidade (Vertovec 2007) das novas formas de movimentos migratórios e o contato estabelecido pelas pessoas através de novas tecnologias geram diferentes práticas lingüísticas. Propomos traçar essas práticas na cidade através do estudo da paisagem lingüística (Landry e Bourhis 1997, Itagi e Singh 2002) entendida como a linguagem do escrito e do audível em um determinado território. O registo das línguas presentes em sinais de forma escrita, cartazes publicitários, sinais comerciais e edifícios governamentais, entre outros - nas áreas dos bairros de Balvanera e Flores permite-nos explicar o impacto da presença de comunidades migrantes que vivem em esses lugares e o papel das línguas estrangeiras como símbolo de internacionalização e prestígio. Por sua vez, o uso dessas línguas nos cartazes expressa, em certos casos, uma apropriação e um acesso desigual a eles. Consideraremos também a coincidência ou não desses usos com a regulamentação vigente sobre a presença de idiomas nas vias públicas.
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