Carurivis, camarivis e carnavivis: as construções morfológicas X-ivis entre falantes de Salvador- BA e as evidências de um léxico líquido e complexo
DOI:
https://doi.org/10.34096/sys.n33.5260Palavras-chave:
morfologia construcional, linguística cognitiva, neologismos, modernidade, complexidadeResumo
Este trabalho interpreta o funcionamento do esquema X-ivis, que instancia carurivis, camarivis e carnavivis. Essas construções foram vistas em textos de falantes de Salvador (Bahia) e têm o intuito de evitar rimas pornográficas a partir de oxítonas terminadas em [u], [ãw] e em [aw]. A análise desse fenômeno demanda revisões em conceitos bastante fixados na literatura morfológica e lexicológica, além de exigir uma abordagem do léxico que leve em conta a liquidez da modernidade e a complexidade dos sistemas. Em se tratando de aporte teórico, os pressupostos da Linguística Cognitiva foram os principais norteadores dessa discussão, sobretudo a Teoria dos Protótipos, a Gramática de Construções, o Sociocognitivismo e a Morfologia Construcional.
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