Do conflito à “pacificação”

Relações entre os grupos criminais e a administração prisional na Cadeia Pública de Porto Alegre

Autores

  • Marcelli Cipriani Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil
  • Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.34096/runa.v41i2.8004

Palavras-chave:

Prisão, Grupos criminais, Administração prisional, Tráfico de drogas, Violência

Resumo

Entre as décadas de 80 e 90, a Cadeia Pública de Porto Alegre, principal prisão do estado do Rio Grande do Sul, foi palco de intensas turbulências: fugas, homicídios, motins e rebeliões. Em 1995, após uma rebelião, a gestão do presídio foi assumida pela polícia militar, que permanece até hoje. A partir dos anos 2000, as instabilidades começaram a arrefecer, tornando-se, atualmente, eventos pontuais e isolados, apesar da superlotação. Com base em entrevistas feitas com presos, policiais em ofício no presídio e atores do sistema de justiça ocupados com a execução penal, propõe-se analisar a passagem entre esses dois momentos, enfatizando-se a relação entre os coletivos de presos e a administração prisional. Argumenta-se que o equilíbrio precário alcançado nessa prisão decorre da acomodação dos antagonismos existentes entre presos e policiais que gerem o presídio, alcançado por meio de concessões mútuas e assegurando a concretização de pretensões de ambas as partes.

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Biografia do Autor

  • Marcelli Cipriani, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil

    Socióloga, doutoranda em Sociologia na UFRGS e pesquisadora do GPESC.

  • Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil

    Sociólogo, professor da Escola de Direito da PUCRS, pesquisador PQ CNPq nível 1, membro do comitê gestor do INCT-InEAC e líder do GPESC.

Publicado

2020-09-22

Como Citar

Do conflito à “pacificação” : Relações entre os grupos criminais e a administração prisional na Cadeia Pública de Porto Alegre. (2020). RUNA, Archivo Para Las Ciencias Del Hombre, 41(2). https://doi.org/10.34096/runa.v41i2.8004