É possível conservar uma Salamanca? Reflexões sobre arqueologia, conservação e usos locais do patrimonio de uma caverna com arte rupestre de Catamarca.
DOI:
https://doi.org/10.34096/runa.v43i1.10063Palavras-chave:
Patrimônio; Conservação; Arte rupestre; Perspectivismo; Salamanca; ArqueologiaResumo
Este trabalho enfoca uma caverna com arte rupestre localizada na província de Catamarca, no noroeste da Argentina. Mas o referido abrigo rochoso é muito mais do que um sítio arqueológico; é também uma salamanca poderosa, evento / local de aquisição de dons extraordinários através de pactos diabólicos. Diante desse estudo de caso paradigmático, nos perguntamos: é possível manter uma Salamanca? Com base nessa questão e na nossa experiência particular de visita à caverna, este trabalho tem como objetivo discutir e refletir sobre a abrangência, tensões e disputas em torno das noções de patrimônio e conservação, mas também sobre os efeitos no trabalho de campo. Como devemos agir, como arqueólogos, diante das implicações jurídicas da proteção do “sítio arqueológico”? É possível conciliar essas ações de conservação / restauração com os usos atuais da caverna? Até que ponto o abrigo é apenas um "sítio arqueológico"? Envolvidos nessas questões, ao longo deste ensaio apresentamos alguns pontos problemáticos onde se cruzam a conservação, a arqueologia e os usos locais do patrimônio.
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