Mimesis sonora e metamorfose estética: o século XIX como uma etapa crítica na história do pensamento musical

Autores

  • Javier Campos Calvo-Sotelo

DOI:

https://doi.org/10.34096/oidopensante.v8n1.7596

Palavras-chave:

afinidade sônica, século 19, revolução industrial, paisagens sonoras, romanticismo

Resumo

A teoria da afinidade sônica (Campos, 2016) considera que o cérebro musical humano é modelado pela ação dos sons recebidos desde a formação do ouvido, gerando perfis sonoros e estéticos em processos miméticos integrados na lógica evolutiva. Aplicada ao campo da musicologia histórica, permite analisar o século XIX como uma etapa determinante de mutações musicais após a revolução industrial, que aniquilou a quietude sonora do Antigo Regime com o estrépito dos motores a vapor, fiandeiras mecânicas e ferrovias. A orquestra cresceu imparável, o piano dobrou em poder e possibilidades os seus antecessores, o metrônomo e a pianola se tornaram universais, e as composições eruditas desenvolveram características e atingiram níveis de complexidade anteriormente impensáveis. Da mesma forma, a voz humana se afogou temporariamente sob a avalanche instrumental.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2020-02-10

Como Citar

Mimesis sonora e metamorfose estética: o século XIX como uma etapa crítica na história do pensamento musical. (2020). El oído Pensante, 8(1). https://doi.org/10.34096/oidopensante.v8n1.7596