Sonoridades subterrâneas: uma etnografia dos músicos de metrô da cidade de Buenos Aires
Palavras-chave:
sonoridade, músicos, metrô da cidade de Buenos Aires, antropologia do som, geografia críticaResumo
O metrô da cidade de Buenos Aires tem como característica distintiva a presença de centenas de músicos que, dia a dia, compõem a sonoridade desse espaço. Este artigo ensaia uma exploração etnográfica desses sujeitos em diferentes linhas, com foco na linha H, pois é a mais recente e na qual mais músicos atuam. Tomando como ferramentas interpretativas as contribuições da geografia crítica e da antropologia do som, discutimos as disputas que ocorrem no espaço sonoro urbano. Nesse sentido, a intenção do governo de Buenos Aires de modificar o Código Contravencional surge como um aspecto inescapável para compreender as implicações sociais de reunir as expressões acústicas da esfera pública sob o conceito de “ruídos irritantes”. Os músicos de metrô têm um modo de organização informal que se sobrepõe à formalidade imposta pelo Estado. Por esta razão, consideramos a reforma como um meio no qual se pretende ordenar esses pontos de fuga na sonoridade dos espaços.
