Migração como epopeia – sobre a diáspora nordestina compreendida a partir da narrativa do “Pau de Arara”, de Luiz Gonzaga e Guio de Moraes
Palavras-chave:
antropologia da canção, Brasil, Nordeste, diáspora, Luiz GonzagaResumo
Estudo antropológico e histórico da canção “Pau de Arara”, maxixe de Luiz Gonzaga e Guio de Moraes, de 1952. Ela é tomada como uma narrativa verbal e musical sobre a migração nordestina para o sul do Brasil. A letra da canção estabelece a migração em tela como viagem épica. Parto daí para evidenciar que a miséria dos meios materiais à disposição do(a) viajante é francamente suplantada pela riqueza de seus substratos musicais e culturais em geral. A noção de diáspora com base em João Pacheco de Oliveira e James Clifford é acionada para compreender o universo de migrações nordestinas, tipicamente para São Paulo. Aqui, o forró é evidenciado como substrato músico-cultural do viajante e a casa de forró como o âmago de seus pedaços, no sentido de Magnani.
