“Um acontecimento que ficou gravado em minha memória”: traumas, lembranças e esquecimentos nas narrativas dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34096/hyg.n8.14921

Palavras-chave:

Segunda Guerra Mundial, Força Expedicionária Brasileira, Memórias Traumáticas, Veteranos, Reintegração Social

Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar um aspecto da participação da FEB na Segunda Guerra Mundial: a transmissão de narrativas frente à natureza traumática dessas experiências. A principal hipótese da análise é de que as narrativas dos veteranos da FEB sobre suas experiências na Segunda Guerra Mundial são marcadas por um profundo desconforto e um desejo de esquecimento, refletindo a complexidade da memória coletiva e individual em relação a experiências traumáticas. Embora essas narrativas frequentemente apresentem elementos de heroísmo e patriotismo, elas também revelam uma tensão entre a necessidade de rememoração e a dificuldade em expressar e comunicar a dor e o trauma da guerra.

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Biografia do Autor

  • Rodrigo Musto Flores, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Brasil

    Rodrigo Musto Flores é doutorando em História na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Mestre em História e Patrimônio pela Universidade Federal de Viçosa e graduado em História pela Universidade Federal de Viçosa. Realiza pesquisas sobre a construção e os usos dados às narrativas de memória e a relação entre as instituições militares e a política no Brasil.

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Publicado

2025-05-14

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

“Um acontecimento que ficou gravado em minha memória”: traumas, lembranças e esquecimentos nas narrativas dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira. (2025). Historia & Guerra, 8, 140-155. https://doi.org/10.34096/hyg.n8.14921